Sorte de quatro anos: não ser assessor de imprensa da FIFA

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DukePadraoFifaA sentença do título foi tirada de uma FanPage muito famosa entre os assessores de imprensa: Assessor de Imprensa Depressão. E, convenhamos: jornalistas, marqueteiros, publicitários e o pessoal que lida com comunicação e não é assessor ou um profissional que trabalhe na Federação Internacional de Futebol (FIFA), que sorte a nossa, hein!?

Já se imaginaram como assessores de imprensa da FIFA? Olha, o meu conselho para você, comunicador da instituição é: se você é fumante, pegue um café, uma carteira de cigarro e divirta-se. Se você não é, tome um porre e depois pense sobre o que fazer. Acredite: você vai se sentir melhor.

Brincadeiras à parte, os problemas e crises envolvidos nesta questão são infinitos. Primeiro pelo simples motivo de que o assessor de imprensa não tem como controlar ou reverter a situação. A bomba já explodiu. E especificamente neste caso os comunicadores também não têm como prevenir a crise, pois acredito que não estavam a par de toda a corrupção e escândalos.

O primeiro passo, neste caso, é verificar quem são todos os envolvidos e afastá-los de seus cargos até que as investigações sejam concluídas. A FIFA, como instituição, deve sempre se pronunciar, com um porta-voz alinhado com os interesses da instituição. O aconselhável também é que o atendimento seja feito de forma reativa e não proativa, pois não devemos instigar o jornalista a procurar mais informações do que aquelas que ele já tem em mãos em casos que mancham e ferem o nome de uma companhia como a em questão.

E claro, cuidado, muito cuidado. A situação já está crítica o suficiente e o que menos o comunicador quer é gente de dentro da empresa/instituição, passando informações erradas ou inconvenientes sobre os fatos. O acontecido é grave. Então se deve manter, primeiramente, a comunicação interna muito bem alinhada para evitar mais constrangimentos e gerir, pouco a pouco e pontualmente, cada nova crise.